Eis o segundo post referente ao tal dia...
Esperar é uma coisa engraçada. A gente fica mais bobo do que o normal.
Como eu disse, tive que esperar um bom tempo no ponto de ônibus.
Na monotonia da noite e da minha compainha, comecei a reparar nas coisas que eu havia feito até ali e no que as outras pessoas do ponto estavam fazendo.
Eu tinha contado os carros que passavam, tentava adivinhar a letra que ia começar a placa, fiz estatísticas de quantos carros de tais cores passavam. O carinha gordo do meu lado, com mp3 na orelha balançava a cabeça descoordenadamente e de vez em quando mexia no botão da camisa. O tiozão que esqueceu de por roupa e certeza que saiu de pijama, abriu a sua edição do Lance! e folheava, fechava, abria e folheava, até se cansar e fazer rolinhos com o jornal, desfazer, fazer... As meninas que falavam mais alto que minha mãe ficava contando seus causos e comentando sobre cada bofe que passava na rua.
Quanta inutilidade! Quanto tempo perdemos com esse ócio não criativo?! Qual seria a mudança na minha vida saber que, em 10 minutos, na rua Roxo Moreira, passam mais carros vermelhos que carros pretos?
Já odiava esperar, agora vendo o quão mais boba eu fico, é melhor esperar em pé, pelo menos não dói a bunda.
E hoje não tem letrinha de música!
Esperar é uma coisa engraçada. A gente fica mais bobo do que o normal.
Como eu disse, tive que esperar um bom tempo no ponto de ônibus.
Na monotonia da noite e da minha compainha, comecei a reparar nas coisas que eu havia feito até ali e no que as outras pessoas do ponto estavam fazendo.
Eu tinha contado os carros que passavam, tentava adivinhar a letra que ia começar a placa, fiz estatísticas de quantos carros de tais cores passavam. O carinha gordo do meu lado, com mp3 na orelha balançava a cabeça descoordenadamente e de vez em quando mexia no botão da camisa. O tiozão que esqueceu de por roupa e certeza que saiu de pijama, abriu a sua edição do Lance! e folheava, fechava, abria e folheava, até se cansar e fazer rolinhos com o jornal, desfazer, fazer... As meninas que falavam mais alto que minha mãe ficava contando seus causos e comentando sobre cada bofe que passava na rua.
Quanta inutilidade! Quanto tempo perdemos com esse ócio não criativo?! Qual seria a mudança na minha vida saber que, em 10 minutos, na rua Roxo Moreira, passam mais carros vermelhos que carros pretos?
Já odiava esperar, agora vendo o quão mais boba eu fico, é melhor esperar em pé, pelo menos não dói a bunda.
E hoje não tem letrinha de música!
4 comentários:
Nooooossa eu fico contando os números das placas... Tem lugares aqui em sampa que é uma delícia esperar ônibus, tipo a Paulista que passa logo e sempre tem gente mais bizarra que eu no ponto...
Bonito seu blog, gostei, passarei mais vezes também!
Beijinho
Bom, acho que meu retardo mental vai além, porque eu fico bitolado com a idéia de que os carros com a placa DWA vão dominar o mundo. Menina, você já parou para reparar em quantos carros com essa planca existem por aí? (Tá vendo? É isso que o ócio não criativo faz. Nos força a fazer perguntas idiotas aos nossos amigos).
Um beeeijo!
PS. Sei que você disse "Sem mais", mas e o namoro? Reataram?
Basta encarar como banalidade para que o seu momento fique banal. No entanto, há enorme importância na espera.Ela exercita a paciência, desperta nossa atenção para o que antes nem seria percebido e por aí vai. Se quiser, a espera passa a ter importante. No mínimo para mostrar que se fica muito tempo sentada, dói a bunhda.
Cadinho RoCo
Mas até eu fiquei cansada de esperar, com esse seu relato! Me vi lá... quantas horas esse ônibus demorou pra passar?? rsrs
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